quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Libertação de 5 aves selvagens recuperadas no CERVAS: 3 e 4 de Setembro de 2009 (Distritos da Guarda e Coimbra)‏

CERVAS
Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens


O CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (Gouveia) vem por este meio convidá-los a estar presentes nas próximas acções de devolução à Natureza de 5 aves selvagens recuperadas neste centro:


3 de Setembro de 2009, 5ª feira

Libertação de dois grifos (Gyps fulvus)
10h30, Almofala - Figueira de Castelo Rodrigo
Ponto de encontro: Santuário Sto André das Arribas, Almofala

Estas aves foram recolhidas pela equipa do SEPNA de Vilar Formoso, em Lagoaça, e pela GNR de Seia, na Folhadosa, por se encontrarem debilitadas e desnutridas, e encaminhadas para o CERVAS. Aqui sofreram todo o processo de recuperação que consistiu em alimentação para que adquirissem o peso adequado, contacto com aves da mesma espécie e treinos de voo.


4 de Setembro de 2009, 6ª feira

Libertação de um Gavião (Accipiter nisus)
9h30, Tourais - Seia
Ponto de encontro: Junta de Freguesia de Tourais

Esta ave foi recolhida por um particular, após ter caído do ninho, e foi entregue no CERVAS pelo mesmo. Aqui sofreu todo o processo de recuperação que consistiu em alimentação para que crescesse e adquirisse o peso adequado, passagem pelo 1º processo de muda de penas, contacto com aves da mesma espécie e treinos de voo e caça.


Libertação de um Gavião (Accipiter nisus)
11h00, São Sebastião da Feira - Oliveira do Hospital
Ponto de encontro: Quartel dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital
Nota: O ponto de encontro para esta acção será no quartel dos B.V., sendo depois necessária a deslocação até ao local de proveniência da ave, em S. Sebastião da Feira, que será indicado pelo responsável pela recolha desta.

Esta ave foi recolhida por elementos dos Bombeiros Voluntários de Oliveira do Hospital, após ter caído do ninho, e foi encaminhada para o CERVAS pela equipa do SEPNA da Lousã. Aqui sofreu todo o processo de recuperação que consistiu em alimentação para que crescesse e adquirisse o peso adequado, passagem pelo 1º processo de muda de penas, contacto com aves adultas da mesma espécie e treinos de voo e caça.


Libertação de uma Águia-calçada (Aquila pennata)
15h00, Valhelhas - Guarda
Ponto de encontro: Praia fluvial de Valhelhas

Este evento será desenvolvido em colaboração com a Câmara Municipal da Guarda, no seguimento da atribuição do galardão de Bandeira Azul às Praias Fluviais do Concelho da Guarda e que prevê a realização de várias acções de Educação Ambiental. Com a actividade “Vamos ajudar a vida selvagem”, pretende-se sensibilizar os participantes para a problemática da conservação e gestão das populações de animais selvagens, através da libertação de uma ave selvagem recuperada.



Para qualquer informação e/ou confirmação de presença nestas acções, agradecemos contacto para este mail (cervas.pnse@gmail.com) ou pelo telefone 962714492.


Poderá também auxiliar na divulgação de todas estas acções encaminhando este e-mail.


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Grifo

O grifo (Gyps fulvus) é uma ave de rapina diurna de grandes dimensões, com uma envergadura que pode atingir os 2,65m, e essencialmente bicolor (penas de voo e cauda castanhas mais escuras e corpo e restantes penas das asas mais claras, de cor creme). Possui asas largas com “dedos” muito compridos, cauda curta e arredondada e cabeça de cor pálida e de difícil observação durante o voo. O adulto apresenta uma gola de penas esbranquiçadas em torno do pescoço e bico amarelado enquanto que o juvenil possui uma gola castanha clara e um bico cinzento.
Plana em círculos e desliza com frequência, surgindo em bandos dispersos e confinando-se aos cumes das montanhas. No nosso país, o seu habitat de nidificação corresponde exclusivamente a escarpas rochosas de grande dimensão. Faz o ninho em saliências ou pequenas cavernas nas escarpas e raramente em árvores, reutilizando o ninho em anos consecutivos. O seu habitat de alimentação corresponde a campos desarborizados onde se realiza aproveitamento pecuário extensivo. Por vezes realiza movimentos migratórios para explorar zonas de alimentação. Necessita de uma ampla extensão de correntes de ar ascendentes ou térmicas e procura frequentemente cursos de água para se banhar e beber. Na dormida, é comunal (dormem em pequenas comunidades) e nocturno em grupos desagregados, podendo formar dormitórios em árvores.
A população de grifos em Portugal encontra-se confinada aos vales do Douro superior, e seus afluentes, e do Tejo (troço internacional) e seus afluentes, havendo também alguns casais na Serra de S. Mamede e na zona de Barrancos. Esta ave apresenta hábitos necrófagos (alimenta-se dos tecidos macios – músculos e vísceras – de mamíferos de médio e grande porte). Detecta os cadáveres através da visão, muitas vezes pelo movimento de outras aves, no solo ou no ar. Para reprodução, é uma espécie colonial e ambos os progenitores alimentam as crias por regurgitação, crias estas que são nidícolas (eclodem do ovo sem estar completamente desenvolvidas, sem penas). O período de nidificação decorre entre Dezembro e Agosto.
As principais ameaças a esta espécie são: uso de iscos envenenados para captura de predadores de espécies pecuárias, redução da disponibilidade trófica devido ao cumprimento das exigências higieno-sanitárias, diminuição do aproveitamento pecuário extensivo, a modernização agrícola, a perturbação humana, a colisão e electrocussão, a degradação de habitats, a perseguição humana e a construção de parques eólicos.
Em 2005, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade atribui-lhe o estatuto de “Quase ameaçado”.


Gavião (Accipiter nisus)

O gavião (Accipiter nisus) é uma pequena ave de rapina que possui asas curtas, largas, com pontas arredondadas, uma cauda comprida com 4-5 barras mais escuras e tarsos muito finos. Verifica-se um acentuado dimorfismo sexual, sendo que a fêmea pode alcançar os 41cm de comprimento e uma envergadura de 80cm, podendo mesmo confundir-se com um macho da espécie Accipiter gentilis, enquanto que o macho é mais pequeno (pode atingir 34cm de comprimento e 65cm de envergadura). O macho adulto apresenta partes superiores cinzentas-ardósia, geralmente com matizes azulados, faces castanhas-avermelhadas, peito finamente barrado e abdómen castanho-avermelhado. A fêmea adulta possui partes superiores cinzentas-ardósia e barras das partes inferiores cinzentas-acastanhadas. Os juvenis apresentam as partes superiores castanhas-escuras, a parte frontal das asas castanha-avermelhada e barras grosseiras, interrompidas e irregulares no peito.
O gavião reproduz-se em florestas e também próximo de povoações, construindo novos ninhos em árvores todos os anos, e alimenta-se de pequenas aves. O seu estilo de voo mais comum é descrito por séries de rápido bater de asas intercaladas com curtas descidas.
Em 2005, o ICNB atribuiu a esta espécie o estatuto de "pouco preocupante".
As principais causas de ameaça para estas aves são o atropelamento, a colisão contra estruturas variadas enquanto perseguem as suas presas, o abate a tiro e a perda de habitat devido a incêndios florestais.


Águia-calçada (Aquila pennata)

A águia-calçada (Aquila pennata) é a águia mais pequena que ocorre em Portugal. Mede entre 45 - 53 cm de comprimento e 110 – 135 cm de envergadura. Existem dois tipos de coloração nesta espécie: uma forma clara, em que os indivíduos apresentam o corpo, cauda e a maior parte das asas ventralmente brancos, exceptuando as penas primárias de cor preta, e uma forma escura em que os indivíduos apresentam coloração castanho-escura com as penas primárias pretas e a cauda clara na face ventral. Esta espécie apresenta em ambas as formas uma pequena mancha branca nas áreas frontais da inserção de cada asa no corpo. Os tarsos são completamente cobertos por penas, o que terá dado origem ao seu nome comum. Habita e nidifica em zonas florestais, preferencialmente em montados de sobreiro e pinheiro intercalados com clareiras e zonas abertas. É uma espécie monogâmica, solitária e territorial durante o período de nidificação. Ambos os progenitores cuidam das crias (1 ou 2) que são nidícolas (eclodem do ovo sem estar completamente desenvolvidas, não possuindo ainda penas). A dieta desta espécie baseia-se em aves de pequeno e médio porte, répteis e pequenos mamíferos, que caça entre as árvores e nas zonas abertas de mato. A águia-calçada é uma espécie migratória que se desloca para África em meados de Outubro para passar o Inverno, regressando ao nosso país em fins de Março.
Esta espécie foi classificada pelo ICNB em 2005 como “Quase Ameaçada” sendo as suas principais ameaças a destruição do habitat provocada pelos incêndios e o abate de pinheiros de grandes dimensões, onde esta espécie nidifica. A colisão com estruturas e o abate a tiro são também factores que ameaçam significativamente esta ave.


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CAMPANHA DE APADRINHAMENTOS:
O CERVAS mantém em curso uma campanha de apadrinhamento de animais selvagens em recuperação ou de um projecto desenvolvido no centro. Para apadrinhar um animal ou um projecto através de uma contribuição financeira ou da angariação e cedência de material de diversos tipos, contacte o CERVAS: cervas.pnse@gmail.com / 96 271 44 92.


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BLOG DO CERVAS: O CERVAS possui o seu espaço na Internet: cervas-aldeia.blogspot.com. Este blog possui informações sobre o centro e todas as actividades desenvolvidas, inclusive das várias libertações que ocorrerão durante estes meses.


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Agradecendo a atenção

Os melhores cumprimentos,
A Equipa do CERVAS







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CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens
Apartado 126
6290-909 - Gouveia
Telm: 962714492 / E-mail: cervas.pnse@gmail.com
http://cervas-aldeia.blogspot.com

O CERVAS é uma estrutura que pertence ao ICNB – Parque Natural da Serra da Estrela, que se encontra actualmente sob a gestão da Associação ALDEIA (www.aldeia.org) e tem como objectivos detectar e solucionar diversos problemas associados à conservação e gestão das populações de animais selvagens e dos seus habitates. As linhas de acção do CERVAS são a recuperação de animais selvagens feridos ou debilitados, o apoio e/ou a realização de trabalhos de monitorização ecológica e sanitária das populações de animais selvagens, o apoio e fomento à aplicação do Programa Antídoto – Portugal www.antidoto-portugal.org, a promoção da sensibilização ambiental em matéria de conservação e gestão dos animais selvagens e o funcionamento como unidade intermédia de gestão e transferência de informação e amostras tratadas através de parcerias científicas.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Documento

PADRÕES DE FRAGMENTAÇÃO FLORESTAL E SUAS RELAÇÕES COM OS ATROPELAMENTOS DE FAUNA SILVESTRE: O CASO DA BR-040
Resumo em Português: O atropelamento de animais silvestres nas estradas é um fator de pressão sobre as populações naturais, mas os estudos sobre este tema são escassos no Brasil. Este estudo aponta a importância da análise da paisagem, através dos padrões de fragmentação florestal ao longo ...
Autor: Cecília Bueno1, Leonardo Freitas2, Bruno Coutinho2
Ano: 2009
Idiomas do Documento: Português

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Esquilo atropelado - Covilhã

Informação roubada do Cântaro Zangado aqui.

Hoje de manhã, perto do parque da floresta, sobre a Covilhã, estava um esquilo morto, atropelado no meio da estrada.
É, apesar de tudo, um bom sinal.
Data:16 de Junho , 2009
Local Covilhã

terça-feira, 24 de março de 2009

lontra em recuperação‏

no Centro de Recuperação de Animais Selvagens
de St. André, que por
coincidência foi fundado pelo Grupo Lontra,
está a primeira
lontra portuguesa a ser reintroduzida emmeio
natural com controle por
satélite:

http://quercuslitoralalentejano.blogs.sapo.pt/

sábado, 14 de março de 2009

Pintassilgo


Pintassilgo (Carduelis carduelis) morto, na berma da variante à Covilhã perto do acesso ao parque industrial do Canhoso.


"É mais um exemplo (outros são este, este e muitos mais no blog De Olhos Nas Estradas) de como as estradas de asfalto não têm impactos ambientais e até ajudam a observação da vida selvagem. Ou, direi melhor, a observação da morte selvagem."

Directamente saqueado do Cântaro Zangado para a nossa listagem.

Obrigado

quarta-feira, 11 de março de 2009

Raposa (Vulpes vulpes)- Cativelos - Gouveia

Só agora tomei conhecimento do trabalho desenvolvido pelo De olhos nas estradas, mas acho que de facto pode resultar em dados importantes para que se reestruturem certos pontos críticos das vias rodoviárias portuguesas.
Aproveito para deixar a informação de que recolhi, no final de Janeiro (não me recordo do dia em concreto), um exemplar de raposa atropelado em Cativelos (Gouveia). De realçar que, além de ter sido atropelado, o animal tinha marcas evidentes e recentes de ter estado preso num laço, com lacerações à volta da cintura. Confirma-se que um azar nunca vem só.
Espero ter ajudado, apesar de não saber ao certo o km nem ter recolhido imagens.
Continuação de bom trabalho.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Lobo Atropelado














Ontem à noite foi morto por atropelamento, na EN. 312, no lugar do Rigueiral, em
Sapiãos, Concelho de Boticas, um lobo fêmea, aparentemente adulto.

A GNR de Boticas foi chamada ao local, tendo procedido à recolha do
animal morto.

sábado, 31 de janeiro de 2009

Seminário Infra-estruturas de Transporte e Biodiversidade‏

Nas últimas décadas, o número e extensão das estruturas lineares de transporte (estradas, auto-estradas, caminhos de ferro convencionais e de alta velocidade, canais de navegação) tem aumentado significativamente na Europa e no Mundo. Estas têm originado impactes negativos na biodiversidade onde se destacam o efeito barreira e a mortalidade por atropelamento que têm contribuído para o declínio de muitas espécies e populações silvestres. A constatação deste problema levou a que cada vez mais os projectos de sistemas lineares de transporte incluíssem medidas e estruturas que visam mitigar os seus impactes ambientais negativos, procurando criar assim sistemas mais sustentáveis e compatíveis com os objectivos europeus de inverter o declínio da biodiversidade.

Neste contexto, realizar-se-á no próximo dia 24 de Abril de 2009 no Auditório da Universidade de Évora (Colégio Espírito Santo) um seminário internacional sobre infra-estruturas de transporte, fragmentação de habitat e os seus impactes (e formas de minimização) na biodiversidade.
O Seminário tem por tema-título "Transport Infrastructure of 21st Century: Connecting People and Wildlife" e está a ser organizado pelo Infra Eco Network Europe (IENE), pela Universidade de Évora e pela Naturlink, no âmbito da reunião anual do IENE de 2009 e beneficiando da presença em Portugal dos principais especialistas europeus nestas matérias (o IENE foi criado em 1996 e trata-se de uma rede Europeia de peritos, institutos e outras entidades, envolvidos no assunto da fragmentação de habitats por infra-estruturas lineares de transporte).

O Programa do Seminário é o seguinte:

08:30 - Recepção dos Participantes09:15 - Sessão de Abertura09:30 - "IENE, background and future"Bjørn Iuell – chairman of IENE Interim Steering Committee, Norwegian Public Roads Administrations, Noruega.09:50 - "Towards a better treatment of landscape fragmentation in transport infrastructure management"Andreas Seiler – SLU Dept of Ecology & J.O. Helldin - SLU, Swedish Biodiversity Centre, Suécia.10:10 - "The Dutch long term defragmentation program" Hans Bekker – Centre for Traffic and Navigation, Holanda.10:30 - "Defragmentation in Germany – combining measures to overcome barrier effects of the transportation network with measures to establish a functional large scale ecological network" Marita Böttcher - German Federal Agency of Nature Conservation & Heinrich Reck - University of Kiel, Ecology Centre. Alemanha.10:50 - Pausa para café11:20 - "The MOVE Project – Studying the effects of roads on wildlife"António Mira – Univ. of Évora, Conservation Biology Unit, Mediterranean Ecosystems and Landscapes Group, Portugal.11:40 - "Spatial and temporal patterns of road effects on carnivores"Clara Grilo – Road Ecology Working Group, Fac. Sciences of Lisbon, Portugal.12:00 - "Wolf monitoring in the mountain corridor Marão/Alvão/Padrela: 4 years after the building of the A24 and A7 highways" Gonçalo Costa – Grupo Lobo, Portugal.12:20 – Debate geral

13:00 - Almoço livre14:30 - "Ungulate-vehicle collisions. Measures for the mitigation of the conflict in existing roads"Carme Rosell – MINUARTIA, Estudis Ambientals. Dept de Biologia Animal, Universitat de Barcelona, Espanha.14:50 - "The need for monitoring. Guidelines for monitoring the impacts and efficacy of mitigation measures"Edgar van der Grift – Alterra, Wageningen University Research Centre, Holanda.15:10 - "Monitoring of environmental effects of transport infrastructure and efficacy of mitigation measures: Poland as a case study"Sabina Nowak – Association for Nature, Wolf, Polónia.
15:30 - "Road impacts on Biodiversity: Roads of Portugal (EP) actions to avoid, minimize and monitor"Graça Garcia – Estradas de Portugal, SA, Portugal.15:50 - Pausa para café16:20 - "The high velocity and the conservation of Biodiversity"RAVE, Rede de Alta Velocidade, Portugal.16:40 - "Business and Biodiversity. Brisa approach to conservation"António Sousa – Brisa, Auto-Estradas de Portugal, Portugal.

17:00 - "Transport infrastructure and Nature Conservation: guidelines for impact minimization"Margarida Fernandes – ICNB, Instituto de Conservação da Natureza e da Biodiversidade, Portugal.17:20 – Debate geral

18:00 - Conclusões e encerramento dos trabalhos

Os interessados poderão aceder a informação adicional sobre o Seminário e descarregar a ficha de inscrição no seguinte artigo do portal Naturlink:
"Seminário Infra-Estruturas de Transporte, Fragmentação de Habitat e Biodiversidade"
http://www.naturlink.pt/canais/Artigo.asp?iArtigo=25777


Agradecemos a divulgação do Seminário.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Angariação de materiais para o CERAS‏


No Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco (CERAS) decidimos juntar-nos aos milhares de peditórios que andam a circular por esse país fora e organizar o nosso próprio peditório.
Assim, apelando ao vosso espírito natalício, venho por este meio invocar a vossa generosidade de modo a que a contribuição de todos nós possa trazer um "Natal" mais feliz aos animais que se encontram e que se encontrarão em recuperação no Centro em 2009, 2010, 2011, 2012, 2013…
Envio-vos em anexo uma lista com materiais e medicamentos que necessitamos para desenvolver o nosso trabalho (tratamento e recuperação dos animais selvagens que chegam ao CERAS a necessitar de tratamento). Alguns deles são de uso comum e qualquer um de nós os possui em casa, outros, mais específicos poderão consegui-los junto de um familiar ou amigo que trabalhe num hospital/farmácia/clínica veterinária…
Estes materiais poderão ser entregues directamente no Centro de Recuperação (na Escola Superior Agrária), na sede da Quercus em Castelo Branco (morada segue abaixo), ou enviado por correio para a morada da sede da Quercus.

Colaborem! Vamos trabalhar juntos no sentido de equipar o CERAS com materiais que permitam um melhor funcionamento.

Ajudem a tornar o nosso Natal mais feliz! J

Desejamo-vos a todos um Feliz Natal e um ano de 2009 mais amigo do Ambiente!

Caso surja alguma questão, não hesitem em contactar-nos!

 Soros:

o Lactato de Ringer
o Soro Glucosado
o Soro fisiológico

 Injectáveis:

o Catosal/ Duphalite
o Alsir/ Baytril... ( enrofloxacina)
o Metacam / Romefen (Meloxicam)
o Synulox... (Amoxicilina)
o Neurobion (complexo vit. B)
o Anestésico local (lidocaína)

 Comprimidos / Xaropes

o Orbenin (Marbofloxacina)
o Dalacin
o Laevolac
o Neurobion
o Probióticos

 Tópicos

o Trombocid
o Mytosil
o Omnimatrix
o Bacitracina
o Cicatrin
o Soluções oftálmicas

 Material enfermaria

o Agulhas
o Seringas
o Ligaduras
o Gases
o Adesivos
o Sistemas de Soro (com borracha para
administrações)
o Cânulas IV
o Bisturi
o Lâminas de bisturi
o Pinças
o Fio de sutura
o Tesouras de ponta em bico e redonda

 Desinfectantes/antisepticos

o Povidona Iodada
o H2O2
o Clorhexidína
o Alcohol

 Outros

o Cálcio
o Parafina liquida
o Comida: “Recovery” (Po ou lata), “A/D”
(Lata)
o Carvão activado
o Jornais
o Toalhas
o Luvas de soldar p agarrar os bichos
o Luvas latex
o Óculos protecção
o Desinfectante Mãos
o Candeeiro p a mesa da enfermaria.
o Batas

 Material para manutenção

o Fio de nylon
o Agulhas p coser as redes
o Tapetes de relva artificial (3m x 3m)
o Pregos e parafusos (dif. tamanhos)
o Caixas de transporte de animais (tamanho
pastor alemão)
o Caixas p a quarentena
o Fita-cola TESA castanha

Material para Alimentação

o Facas
o Tesouras
o Ração de cão/gato (p alimentarmos os ratos do
biotério)
o Papa p insectívoras
E outras coisas do seu cão ou gato que não precise


Madalena Martins
Quercus A.N.C.N.- Núcleo Regional de Castelo Branco

R. Dr. João Frade Correia Lote 7, loja direita, fracção B

6000-352 Castelo Branco - PORTUGAL

tel/fax:++351 272 324 272
Tlm. +351 966 484 942

Skype: quercus_cb


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE EQUIPAMENTO, 2008‏

CERVAS
CENTRO DE ECOLOGIA, RECUPERAÇÃO E VIGILÂNCIA DE ANIMAIS SELVAGENS
Parque Natural da Serra da Estrela / Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade


CAMPANHA DE ANGARIAÇÃO DE EQUIPAMENTO, OUTUBRO DE 2008
- Câmara de vigilância e televisor, GPS e material para construção de Caixas-ninho -



Caros padrinhos e colaboradores,


Desde o início de Setembro de 2008 que a equipa de trabalho do Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) tem aumentado substancialmente através da integração de novos colaboradores, estagiários e investigadores, que estão a contribuir para melhorar a qualidade e diversidade de trabalho que está a ser desenvolvido.

Entre os diversos projectos e acções que se estão a desenvolver e a preparar, destacamos os seguintes:

- Projecto BARN - Conservação e estudo da distribuição e ecologia de aves de rapina nocturnas do concelho de Gouveia
- Enriquecimento ambiental no CERVAS
- Mapeamento em ArcGis de todos os ingressos no CERVAS
- Base de dados do CERVAS (em formato Access)
- Monitorização da eficácia da recuperação de aves de rapina selvagens: seguimento de animais libertados após tratamento.
- Estudo da prevalência de resistências aos antibióticos em E. coli e Enterococcus spp. isolados em aves selvagens
- Estudo de metais pesados e metais pesados em Aves Selvagens
- Educação Ambiental – oficinas e produção de material pedagógico

Todos estes novos projectos vêm alargar as linhas de trabalho do CERVAS, tornando-o cada vez mais capaz de desenvolver as áreas de actuação ao nível da Ecologia, da Recuperação e da Vigilância de Animais Selvagens que foram as principais motivações para a criação do centro, às quais tem sido aliada uma cada vez mais forte, constante e diversificada intervenção de Educação Ambiental a nível regional.

Com o aumento do número de trabalho, geram-se novas necessidades e neste momento está a ser lançada uma campanha de angariação do seguinte equipamento:

- 1 câmara de vigilância e 1 televisor

Este equipamento permitirá montar um sistema de vigilância 24h por dia que será colocado na jaulas de recuperação de aves de rapina nocturnas. Através da observação dos animais, que assim será possível, serão desenvolvidos estudos de comportamento que permitirão estudar a eficácia das técnicas de treino e enriquecimento ambiental actualmente em curso. As imagens obtidas serão também utilizadas para acções de educação ambiental. A médio prazo, pretende-se conseguir obter equipamento que permita a colocação de câmaras de vigilância em todas as jaulas exteriores de recuperação existentes no CERVAS. Assim, pretende-se angariar um valor de 300€ (ou oferta de equipamento) para se iniciarem os trabalhos.

- GPS portátil

Em paralelo com o trabalho desenvolvido nas instalações do CERVAS, tem sido cada vez mais importante desenvolver trabalho de campo relacionado com o estudo dos animais selvagens. O projecto BARN acima mencionado será a primeira acção concreta desenvolvida ao nível da ecologia de aves selvagens, e para o arranque deste projecto será necessário angariar equipamento GPS para apoio ao trabalho de campo. Nesse sentido, o objectivo desta campanha será a angariação do valor monetário necessário para a aquisição do material, que está estimado em 250€.

- material para construção de Caixas-ninho

A construção e colocação de caixas ninho tem um enorme potencial ao nível da educação ambiental, mas também pode ser importante ao nível da conservação de várias espécies de aves. O CERVAS pretende construir caixas-ninho para Coruja-das-torres (Tyto alba), Coruja-do-mato (Strix aluco), Mocho-galego (Athene noctua) e Mocho-de-orelhas (Otus scops), para futura colocação em locais previamente estudados através do trabalho de campo referido anteriormente. Assim, neste momento, estão a ser construídas as primeiras jaulas que serão usadas nas instalações do CERVAS, como experiência prévia à colocação no exterior. Através desta campanha, pretende-se angariar um total de 250€ (ou oferta de madeira e material necessários para a construção das caixas-ninho) para iniciar esta linha de trabalho.



COMO AJUDAR O CERVAS?

Para apoiar o CERVAS através desta campanha, existem as seguinte opções:

1. cedência de apoio financeiro no valor que desejar, indicando qual é o material cuja aquisição pretende apoiar
2. cedência de equipamento usado (ex: televisor)
3. apoiar o CERVAS na angariação de fundos (ex: contactos com empresas)
4. apadrinhamento de animais em recuperação (ver listagem mais abaixo)


Modos de pagamento :
- CHEQUE: Em nome de Associação ALDEIA enviado juntamente com a ficha de inscrição para:
CERVAS / Parque Natural da Serra da Estrela
Av. Bombeiros Voluntários, 8. 6290-520 Gouveia

- TRANSFERÊNCIA*:
NIB: 003504710001216793071 (Caixa Geral de Depósitos de Miranda do Douro)
* Enviar comprovativo de transferência por correio para a morada acima indicada ou por correio electrónico para cervas.pnse@gmail.com